quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Quando falta água e a luz...

Na década de 50, as marchinhas de carnaval explodiam no Brasil. Nessa época uma delas era: Vagalume (de Vitor Simon e Fernando Martins), mais conhecida como: "Rio de Janeiro, de dia falta água e de noite falta luz!"
Um retrato da situação brasileira de cinqüenta anos que ainda persiste em muitos lares. Mesmo com o avanço das políticas públicas em saneamento ambiental, muita gente convive com a falta de água e luz, ou por inexistência de acesso, ou pela precariedade dos serviços.
Mas a questão não é essa, eu, bem mequetrefe que sou fico pensando:
-E quem tem acesso garantido a esses serviços, como utiliza essa água e essa luz?
-Você sabe da importância da preservação dos recursos naturais?
Se pararmos para pensar seriamente no nosso cotidiano nos deparamos com atitudes muito erradas com o meio ambiente. Muitos de nós não sabe que a água que sai da torneira e do chuveiro é água potável (que sofreu tratamento) e é desperdiçada pela população. Hoje o desperdício é muito grande: esquecemos a torneira aberta quando escovamos os dentes, nos barbeamos ou lavamos a louça. Outros lavam as calçadas com a mangueira. Além disso, os vazamentos domésticos são grandes fontes de desperdício. Atitudes simples podem fazer a diferença: fechar a torneira quando escova os dentes, ensaboa a louça; usar balde para lavar o carro ou diminuir o tempo do banho. Mas não pense que só a população é que a sua responsabilidade. Os vazamentos nas redes de abastecimento público também consome muita água potável, ou seja, é muita água que vai fora.
E em relação à energia elétrica não é diferente. Estamos tão acostumados a ter “luz” em casa que deixamos lâmpadas acesas sem necessidade, aparelhos eletro-eletrônicos ligados o tempo todo, além das ligações clandestinas (os famosos gatos). E saiba que não são os loteamentos irregulares que fazem esse tipo de manobra. Muitas residências e empresas regularizadas utilizam o “gato” para não pagar a conta de luz, ou diminuí-la. Pode?
Meus caros façamos a nossa parte, Afinal a gente só se dá conta que precisa de água e luz quando chegamos em casa e naquele as companhias de abastecimento deixaram de fornecer. Aí, é um Deus nos acuda!
É isso.

Leia mais:
http://www.estadao.com.br/noticias/economia,desperdicio-de-energia-chega-a-r-16-bilhoes-por-ano,494219,0.htm
http://blog.cleber.eng.br/index.php/2009/12/sistema-quantico-recicla-o-calor-e-gera-eletricidade/

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Um toque de breguice!

Hoje, durante a aula de jump, lá na academia, a professora colocou para fazermos abdominais duas músicas muito bregas: Sandra Rosa Madalena e Me Chama que Eu Vou do Sidney Magal e pra alongar foi Fogo e Paixão do Wando.

Bom, os olhares eram curiosos de alguns e incrédulos de outros. Daí, de lá em frente ao espelho ela fala:
- “Ué, um pouco de breguice não faz mal a ninguém!” e caiu em gargalhadas.
E eu, bem mequetrefe que sou, fiquei pensando:
- Será que ela tem razão?
- O que é ser brega ou chique?
- Quem pode avaliar o grau de cafonice de alguém?
Então, revirando meu acervo cerebral, fiquei lembrando dessas músicas ditas bregas e cafonas, que hoje voltam como o Trash dos anos 80. Músicas tocadas em várias festas. Ressuscitaram muitos artistas como Rosana, Afonso (do Dominó), Paquitas e tantos outros. Mas quando éramos adolescentes não era brega cantar “Como uma deusa...”; "Não se reprima, não se reprima!", “Companheiro, companheiro, vem; vem no balanço do mar” ou coisas do gênero. Sei lá se era modismo ou inocência da idade, o fato é que cantávamos, tínhamos LP – o famoso Long Play – pôsteres, roupa parecida, ensaiávamos coreografias dos Menudos, Dominó e tudo mais.
Depois crescemos, a moda carregada e colorida da década de 80 ficou guardada junto com as imensas ombreiras. E hoje, trintões e quarentinhas redescobrimos canções e bandas de outrora!
A moda comprova isso com a retomada dos coloridos e das festas temáticas. E há até os cantores que nunca saíram de cena como o próprio Wando e suas calcinhas (ele pode não estar na mídia, mas anda por esse Brasil fazendo shows), cantando “Moça, sei que já não és pura...” ou” Você é luz, é raio, estrela e luar" ...
E afinal, o que é ser brega? O que é ser chique?
É tão difícil de definir e rotular.
Bom, só sei que um toque de breguice não faz mal a ninguém!
Adorei ter as músicas na academia, curto muito uma festa brega (com direito a roupa e tudo mais) e acho muito legal cantar essas músicas, afinal isso faz a graça da vida!
Ou vai dizer que cantar Lua de Cristal da Xuxa não faz você pelo menos esboçar um sorrisinho?

É isso!

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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Qual a música de seu funeral?

Vocês viram que a igreja católica da Austrália anda proibindo musicas populares em enterros e funerais?
Segundo a instituição o funeral é um momento sagrado, de passagem final e não uma comemoração da vida do dito cujo!
Músicas como My Way de Frank Sinatra, Unforgettable de Nat King Cole, Wonderful World de Louis Armstrong estão entre as mais tocas nos eventos. Conforme a faixa etária, as musicas vão variando, tem Queen, ABA, Madonna, Michael e até Lady Gaga. Nesses funerais (que aqui no Brasil a moda não pegou, ainda) há depoimentos e mais depoimentos de amigos e familiares, fotos, cartazes e apresentações em telões. Tudo para relembrar o ente querido. É uma forma de despedida, de querer bem e de prolongar a convivência com aquela pessoa que irá fazer falta. E se você quiser o que pode haver no fim do arco-íris ou coloque no evento fúnebre a musica de Judy Garland - Over the Rainbow – ou vá ver o filme Nosso Lar, hehehehe. Ah, nem hinos de times de futebol ou agremiações podem, viu!
E eu, bem mequetrefe que sou, fico pensando:
- Algum padre tem o direito de dizer que música eu posso ou não colocar no enterro?
- Celebrar a pessoa que foi é um pecado?
- Já imaginou a música “I wil survive” ou “Paparazzi” no enterro do falecido Clodovil? Seria o máximo!!!
- E qual seria a musica para o funeral de políticos como Lula, Serra, Dilma e Marina?
- E você, qual musica queria no seu funeral?
É isso!

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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O esgoto nosso de cada dia

Hoje ao ler as matérias dos jornais sobre a PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio de 2009 do IBGE me deparei com dados surpreendentes. A pesquisa mostrou que o Rio Grande do Sul está em 15ª lugar em tratamento de esgotos. São cerca de 18% dos esgotos tratados, ou seja, quase nada. É muito coco e xixi jogado in natura nos nossos rios, córregos e arroios.
E o que as pessoas esquecem é que essa água é a que a gente bebe, pois não existe a água de beber e a água do esgoto. É tudo a mesma coisa, só passando por diferentes tratamentos. E mesmo assim, os governantes não investem nas políticas de saneamento ambiental.
É uma vergonha nosso estado, através da CORSAN não tratar adequadamente os esgotos municipais. E verdade seja dita: onde o serviço é municipalizado os índices de tratamento são bem superiores, embora ainda sejam baixos, mas bem maiores que 18%.
D.Yeda, afinal ela é a governadora do momento, deveria investir mais em saneamento, principalmente no tratamento de esgotos cloacais. Não adianta só aumentarmos as redes coletoras de esgoto, pois encanar tudo e esconder é fácil, é necessário fazer ETES – Estações de Tratamento de Esgotos, e logo,! Senão nossos rios irão morrer, peixes e plantas sufocarão e não teremos mais condições de tratar a água. Daí sim viveremos o caos!
E não adianta dizer que nesse assunto cada um deve fazer a sua parte, porque tratar esgotos não depende de cada família. O que cada um pode fazer e faz é colocar fossas sépticas ou sumidouros, mas esses são tratamentos muito primários. A pesquisa mostra isso, mas não podemos nos enaltecer por termos muitas fossas sépticas, é a falta de políticas públicas no assunto o que está em questão.
E eu, bem mequetrefe que sou, pergunto:
-Por que demoramos tanto para tratar os esgotos cloacais no estado?
-Será que podemos mudar esse panorama em poucos anos?
Pense nisso, senão daqui a pouco não teremos mais água para sobreviver!
É isso!
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terça-feira, 7 de setembro de 2010

A Solidão da Redenção

O Parque da redenção está sozinho, atirado ás traças!
Passeando por lá nesse feriado, percebe-se que, literalmente, um dos nossos maiores parques, bem no centro de Porto Alegre, está jogado. Famoso, o Parque Farroupilha já foi cenário para vários eventos gaúchos. Tudo começou em 1807, de paradouro de gado, local de pouso para caixeiros viajantes até símbolo da libertação dos escravos, o Parque sofreu muitas modificações. Mas e hoje? Como vai o nosso parque?
A redenção está descuidada! Os monumentos foram roubados e até hoje não se recolocou (nem que fossem réplicas de plástico ou gesso), o matagal toma conta de alamedas que viraram becos. Há folhas, restos de galhos e lixo em cada recanto. O laguinho vive sujo, cheio de mendigos que não só dormem no parque, mas passam os dias e transforam cada moita no seu banheiro.
De noite, nem pense em passear por lá, a escuridão toma conta de todo o perímetro do parque e claro o risco de assaltos aumenta ainda mais.
Parece que existe uma “adoção” do parque por uma marca de refrigerantes, mas o que vi por lá são alguns poucos aparelhos de ginástica. No local dos aparelhos para a terceira idade, haviam jovens adultos e crianças que tomaram conta do espaço, também não se vê nenhuma fiscalização.
Os banheiros são um caos, insuficientes, se faz filas e filas para um xixi. Daí você começa-se a ver o povo todo mijando o pé das árvores!
O espelho d’água tem tanta lama no fundo misturado ao lixo que só rfelte o descaso e o descuido da prefeitura municipal com esse nosso parque.
É uma pena meus caros amigos que a redenção está tão mal tratada.
E eu, bem mequetrefe que sou, fico pensando:
-Será que deixam o Parque assim para poder cercá-lo?
-Era necessária mesmo essa parceria com a iniciativa privada para “zelar” da redenção?
-Ou o Parque apenas refelete toda uma política da Prefeitura de Porto Alegre?

Dizem que o Parque Farroupilha é um patrimônio ambiental da cidade, então: tá na hora de cuidar a Redenção! Ou será que a sociedade deverá se organizar e ocupar o local, como fizeram os antigos escravos? Ser novamente o Campos da Redenção?

É isso!

Leia mais:
http://www.aredencao.com.br/
http://portoimagem.wordpress.com/2010/04/23/abandono-da-redencao/

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A resistência do Baile de Debutantes!


Gente não creio, mas ainda existe o tal Baile de Debutantes, o famoso “début”.
Popular no século passado onde milhares e milhares de garotas eram apresentadas à sociedade ao completar seus 15 anos. O evento é grandioso com direito a grandes e pomposos vestidos brancos e penteados pra lá de estruturados! Ah, tudo começou no século XVIII.
O Baile é um rito de passagem, marca a iniciação da vida social da garota, ou seja, somente depois dos 15 anos e do evento é que as garotas podiam sair à noite em eventos sociais, podiam usar maquiagem e salto alto. O Baile congrega várias meninas na mesma situação, todas com seus familiares, banda de música e claro um galã para conduzí-las aos salões.
A cerimônia toda envolve uma série de providências: salão, comidas, bebidas, roupas dos pais, listas de convidados, jóias, decoração, som, iluminação, filmagem e  a lista de presentes. Hoje ainda resiste essa moda e tem até aula de etiqueta para as gurias. Hoje todas acostumadas a andar de tênis e jeans por aí, precisam de alguma “tia” do passado para ensinar a andar de salto (senão parecem umas pata-chocas), sentar de perna fechada e cruzada, saber comer usar os talheres. Não que não se saiba isso, mas nos Débuts a etiqueta é a mais fina possível. É um evento chiquérrimo!
E eu, bem mequetrefe que sou, fico pensando:
-Para que tudo isso hoje em dia?
-Hoje com 15 aninhos ainda tem alguma guria que não anda de salto, usa maquiagem e não sai na noite?
-É para agradar os pais e avós dessa sociedade burguesa?
-Não poderiam existe Débuts mais condizentes com o século XXI?
Só faltam me dizer que as debutantes ainda pensam e sonham com o príncipe encantado com o cavalo branco! Helllllooooo!!!
Acho que seria bem melhor um evento mais moderno, roupas para dançar em alguma danceteria e deu.
Só me faltam dizer que as meninas ainda querem ir pra Disney comprar um grande Mickey Mouse de Pelúcia!!
É isso!


domingo, 5 de setembro de 2010

Momentos Clô!

Pois então, muitos de nós já parou algum dia, mesmo que zapeando, para assistir um pedacinho de Passione, a novela das oito, ou das nove, hoje após o horário eleitoral?

Lá dentro da trama da novela há uma personagem pra lá de carregada e que encanta, chama-se Clô Souza e Silva, ou simplesmente Clô!
Pois bem, é um carro alegórico ambulante, uma árvore de natal com bolinhas, velas, luzes coloridas, algodão pra imitar neve, correntes douradas, laços vermelhos e claro uma estrela na ponta! É uma festa com tudo que se tem direito em termos de decoração.
A Clô é repleta de penduricalhos e vem vestida com panos multicoloridos; emergente social, ela esbanja cores e vida. Simpática sim, mas chique?!...
Se sairmos às ruas veremos vários seguidores de Clô. Pessoas que exageram nas cores, nos modelos e nos acessórios. Para muitos um simbolismo de cafonice, de ser brega ou inadequado. E para que usa tudo isso, o que será que quer transmitir?
Será que as pessoas tem noção que a roupa que vestimos expressa o que somos, o que pensamos, o que sentimos? Nossas atitudes diárias são escolhas que fazemos, são atos políticos.
Muitas vezes as pessoas carregam nas tintas para aparentar o que não são, ou para ser felizes, mascarando a realidade. Ser tão carregado pode também disfarçar uma timidez ou insegurança. Ou ainda, pode ser da personalidade de cada um. Vale a pena investigar.
Eu já tive meus momentos Clô, ou ainda os tenho, depende do dia, da ocasião, do local.
E, bem mequetrefe que sou, fico pensando:
-Quantas e quantos amigos e amigas Clô você possui?
-Será que é necessário ser tão carregado?
-Você já teve seu momento Clô?
-O que é ser chique?

Acho que nossa amiga da novela não é exatamente chique (de acordo com os fashionistas), mas com certeza é muito feliz.
Ser chique é ter atitude, ter ética, ter bom humor, ser gentil e educado!
Agora, se para isso você precise andar como se fosse concorrer num desfile de fantasias...
... seja feliz!
É isso!

Saudades de Porcina

“Miiiiiiiiiinaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!” – bordão da então atriz Regina Duarte, para a personagem Viúva Porcina de Roque Santeiro, novela da década de 80.
Você lembra?
Certamente muitos se lembram da exagerada pessoa que andava pelas ruas de Asa Branca, cidade interiorana do nordeste brasileiro. Carregada de sotaque nordestino, de badulaques e penduricalhos a viúva roubava todas as cenas que fazia. A viúva vivia numa bela mansão, com todo o glamour e luxo da época. Lembro dos dourados, das penas e leques que ornavam a casa! Cercada de criados e capangas ela sustentava o mito de ser a “viúva de um santo” e claro lucrava muito grana com essa mentirada toda. Visual carregado em laços, babados, cores fortes e maquiagem excessiva faziam de Porcina uma histérica emergente. Mas, safadices a parte, ela era adorada por todos, inspirou a moda da época (e de outros anos também), tinha carisma e seus trejeitos, falas e bordões caíram no gosto popular por muito tempo! Até hoje, em festas dos anos 80, rodas de amigos saudosistas da época a Viúva Porcina é ressuscitada. Ah, e volta em versão cinematográfica daqui a pouco.
Ao lado de grandes nomes a trama se desenrolava em um mito chamado Roque Santeiro, que morreu e a ele vários milagres eram atribuídos. O problema da historia é que o tal Roque não morreu e volta à cidade. E a viúva, que não era nem viúva e nem casada de verdade, o que faria? Claro que era uma maracutaia das bravas, comandadas por políticos, padres, justiça e claro o coronelismo de Sinhozinho Malta. Aliás, outro marcante personagem de Lima Duarte.
Como Malta dizia – “To certo ou to errado?” – não te parece muito atual essa história?
E eu, bem mequetrefe que sou, fiquei aqui pensando:
- Hoje não surgem mitos e milagreiros?

- Fiéis de todo mundo não seguem Roques Santeiros por aí? Outro dia ouvi de uma senhora, a respeito do voto. O pastor mandou votar no fulano. Daí eu vou votar, o pastor sabe tudo! Pode isso????

- A personagem de Claudia Raia na novela Ti-ti-ti, não te lembra a Porcina? Que está magnífica, aliás, foi lá em Roque Santeiro a estréia de Claudia nas novelas da Globo.

- Porcina está na moda? Afinal laços, laçarotes e lacinhos retornam com tudo!

- Chiliques de Porcina não são do dia-a-dia de muitos?

Ai, que saudades de Porcina.
É isso!

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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A Parada das Vacas e o Laçador


Em outubro, no meio da primavera, chega a 1ª CowParade Porto Alegre, tradicional exposição itinerante que acontece desde o final dos anos 90 e já percorreu mais de 55 cidades em todo o planeta. No Brasil começou por Sampa em 2005, seguindo por Curitiba, BH e Rio de Janeiro. As edições já envolveram mais de 5 mil artistas e tendo milhões de pessoas como expectadores. Além de mostrar a arte e valorizar os artistas locais, ao final, é realizado o leilão das vaquinhas, com renda destinada a entidades beneficentes.

A exposição chega aos pampas gaúchos prometendo agitar as ruas da capital do RS e envolvendo mais de 70 artistas. A entidade beneficiada será o Funcriança, que coordenado pela Prefeitura de Porto Alegre, congrega mais de 400 entidades credenciadas que realizam ações com o público infanto-juvenil em situação de vulnerabilidade social. Até dezembro, data do acontecimento do leilão, serão 80 lindas vaquinhas soltas por aí. Você pode encontrá-las pastando, em repouso ou em pé. E elas são em tamanho real, ou seja, um bicho grande!

A vaca foi escolhida porque remete a um animal fofinho da fazenda, que nos dá alimento (carne e leite), além de ser animal sagrado em muitas culturas.

Em relação a eventos - hoje foi eleito o patrono da 56ª Feira do Livro, Paixão Côrtes, eternizado como a estátua do Laçador, ali perto do aeroporto de POA. Paixão é um ícone do ressurgimento do tradicionalismo, dos festejos da Semana Farroupilha, da Chama Crioula, entre outros...

E eu, bem mequetrefe que sou fico aqui pensando:

Já imaginou um “laçador” solto por aí querendo pegar uma coloridíssima mimosa da CowParade?

Ou o próprio patrono montado numa estatua de vaca lá na Feira do Livro?

Será que vão colocar uma cow ao lado da estátua do Laçador?

Aproveite, saia de casa e vá visitar as vacas e dê uma passadinha pra comprar uns livros, vale a pena!

É isso!

Saiba mais em:

As diversas infâncias


Você já parou para se perguntar como está sendo a infância de seu filho ou filha?
Seguido recebemos e-mails onde revivemos o nosso passado infantil. Coisa do tipo: “Na sua época não tinha celular, videogame e se brincava de roda, esconde-esconde e pega-pega; antigamente, se corria solto nas ruas, não se higienizava as mãos a toda hora com álcool gel e um mertiolate era suficiente para tratar um tombo de bicicleta; ou ainda – se comia gordura trans, suco com um monte de corante e ninguém sofria de tantas moléstias”. Bom por aí vai o rosário de velhos métodos e saudosismos.
Mas era o certo?
E hoje, o quê é o certo?
Será que realmente todas as crianças do século XXI vivem presas em casa, em frente ao computador, videogame e msn?
Todas vão a shoppings, têm celular e plano de saúde?
Vamos ser mais realistas:
Todas as crianças têm casa, comida e roupa lavada?
Vão à escola, brincam e sonham?
Não quero dar nenhuma lição de moral, mas fiquei realmente pensando nisso tudo. Pois acompanho os mais variados tipos de infância, quer na minha família ou no trabalho. E vejo que temos todas as realidades, com justiças e injustiças sociais. Crianças com medo de viver a vida, embora seus pais dêem tudo que o dinheiro pode comprar. Outras sem tantas posses, mas vivendo de forma digna. E infelizmente, crianças sem praticamente nada, sobrevivendo...
Não quero entrar em ideologias partidárias, quero somente externar o que me chamou atenção hoje, quando vi crianças pobres, empinando pipa no meio da rua, mas com um belo sorriso no rosto.
E fiquei, bem mequetrefe que sou, me questionando:
O que fazemos para nossos filhos, sobrinhos e netos é suficiente ou demais?
É isso!