segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A arte não imita a vida!


Hoje, na coluna do Túlio Milman, Informe Especial da Zero Hora, vi a foto do fechamento de um cemitério em Eldorado, motivo: lotação máxima!
Daí, bem mequetrefe que sou fiquei pensando:
- A arte imita a vida ou vice-versa?
Lembrei direto do caso do cemitério de Sucupira, de O Bem Amado. O famoso local que nunca podia ser inaugurado por seu prefeito Odorico Paraguaçu. Com a frase: “Vote em um homem sério e ganhe um cemitério”, Odorico foi levado à Prefeitura, mas o pior acontece. Desde que foi construído ninguém falece na cidade. Passam-se os dias e nada; não morre uma viv´alma na tórrida Sucupira! E a novela discorria, bem recheada de “Odoriquês”, e o cemitério era discursado assim: Esta obra entrará para os anais e menstruais de Sucupira e do país! No fim, é o próprio Odorico que inaugura seu cemitério, sendo assassinado!
Mas a realidade é bem diferente. Os cemitérios estão cheios. E não se vê todo dia obras de ampliação dos ossuários atuais. Também é menos comum a construção de novos empreendimentos para acomodar os sepulcros. Até porque é necessário a realização do EIA/RIMA , os estudos de impacto ambiental do empreendimento, e com isso audiências públicas e todo o controle de poluição.
Nesse contexto atual, a cidade de Eldorado desponta tendo seu cemitério super lotado! E colocou a placa avisando a comunidade que lá está cheio. Não adianta, se morrer, lá não será enterrado. E não vale insistir, nem protestar como no livro de Érico Veríssimo. Se morrer vai pra outro lugar, porque ali tá cheio!

É isso!

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Então é Natal, e o que você fez?

Musiquinha cantada sempre que se aproxima o natal. Você já deve ter cantado por aí né?
Pois bem, a tal canção estourou na voz da cantora Simone, numa versão de Cláudio Rabello. A original é cantada por John Lennon, chamada de Happy Christmas (War is Over). A música é antiga, de 1969 e gravada em 1971. Tornou-se uma  música natalina, embora a idéia original fosse para protestar contra a Guerra do Vietnã. O vídeo é lindo com as crianças do Harlem Community Choir no coral.
Aqui no Brasil além da eterna Simone, já ecoou nas vozes de Padre Marcelo Rossi, Art Popular, Ivete Sangalo e a Tia Xuxa!!! Eu como acho a música muito brega, depois de ver todas essas versões, só meu resta dizer: SOCORRO!

A letra é muito piegas:Então é Natal, o que a gente fez? O ano termina, e começa outra vez.
E Então é Natal, a festa Cristã. Do velho e do novo, o amor como um todo. Então bom Natal, e um ano novo também. Que seja feliz quem, souber o que é o bem.”

É o tipo de canção que  joga a pessoa a fazer uma retrospectiva de vida, o balanço geral. Acho muito deprê tudo isso. A pessoa fica se culpando porque o ano terminou e não se consegui fazer tudo que queria; que não se emagreceu, que não parou  de fumar, que nao pagou  todas as dívidase, que não casou e  por aí vai...
É o tipo de música que vem pra “cortar os pulsos”, que só inclui quem fez ou faz o bem. Muito diferente da ideia original: protestar!
Não podemos deixar de lembrar que nessa época do ano aumenta o número de suicídios e os grupos de ajuda (AA, Alanon, CODA, DASA) tendem a ter mais participantes. É o período que os voluntários que fazem plantões em telefones atendem muitos casos de pessoas sozinhas e depressivas.  É  um horror! Onde se vai  tem as musiquinhas, em todos os ritmos!!! E  gente mais gente se atropelando com pacotes e sacolas...

E eu, bem mequetrefe que sou fico pensando:

- Será que essa alegria das festas de fim de ano não é exagerada?

- O verdadeiro significado do natal prevalece?

- O consumismo domina?

As respostas cada um deve dar para si e os seus. 
Eu acho que exageramos no consumismo. Eu não curto essa alegria exagerada. Quando eu era criança reclama com meus pais, e sempre perguntava: 
- Porque que no dia de natal tenho que dar Feliz Natal pra todos na rua, se eu nem conheço as pessoas?

    Uma pergunta infantil, mas que eu ainda acho pertinente. Afinal passamos o ano inteiro num corre-corre, nem sempre olhamos pra pessoa que senta ao nosso lado no ônibus, na lotação ou no restaurante. E só porque é Natal a gente abre o sorriso e deseja  felicidade pra todos!  Ai me poupe!!!! Não somos tão  autênticos. As felicitações devem  vir  d´alma, do coração  e não  ser uma imposição. Se voce está sentindo isso, então felicite todos, caso contrário,  não faça. É  melhor ficar quieto do que ser falso!

    Vamos nos  preparar para o natal,  mas  principalmente  fazer esse natal  perdurar o ano  todo, de  preferência com outra música!!! Pois existem outras canções!                           

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A dor das perdas II

No mês de agosto, pra muitos dito como o “Mês do Desgosto” escrevi um texto chamado a Dor das Perdas. http://bemmequetrefe.blogspot.com/2010/08/dor-das-perdas.html
A frase final é assim:

E o tal tempo vai passando, a gente cresce, amadurece  compreende, ou não, a dor que a perda nos traz!

E hoje, no último mês de ano volto às perdas. Os amigos mais próximos sabem da batalha pra recuperação do melão, o nosso labrador caramelo. Ele está no hospital desde quinta-feira passada com uma virose que ainda não sabemos se sobreviverá.  Torcemos e estamos fazendo todos os esforços pra sua melhora. Os donos de animais devem saber o que estou sentido. Os animais de estimação são parceiros, amigos, convivem com a gente noite e dia.

Mas enfim, o fato suscitou novamente a minha reflexão sobre as perdas.

E não estamos preparados para a separação. Perder algo, abrir mão de alguma coisa ou separar de alguém é sempre muito complicado.
Por mais que as pessoas se digam desprendidas, descoladas, maduras ou independentes, pelo menos em algum ponto se “baila na curva”:
- tem os mais egoístas, que desde criança não suportam a idéia de abrir mão de seus brinquedos. E olha que nem precisa ser do favorito!
- deixar a mãe e ir pra escolinha também é complicado. Pra muitas crianças é como se fosse a separação final.
- sofrer por amor, pelo primeiro namorado, pela primeira menina bonita da turma ou ainda pela professora. Ah, o amor platônico arrebata corações e se não bem resolvido, pode deixar seqüelas.
- mas a dor de se perder alguém querido é o mais difícil de administrar; nos deixa sem rumo, nos faz perder o prumo!
Por isso, a dica é: viva e faça tudo que tiver vontade hoje. Não deixe para amanhã o que você pode fazer agora!
É isso!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O seu nome numa estrela!?

Nos últimos dias saiu na imprensa que uma espanhola afirma ter comprado o Sol. A proprietária diz que é dona do astro-rei. "Sou proprietária do Sol, estrela de tipo espectral G2, que se encontra no centro do Sistema Solar, situada a uma distância média da Terra de aproximadamente 149.600.000 km", segundo sua própria carta, publicada no jornal La Voz de Galicia.
E eu, bem mequetrefe que sou, fiquei pensando:

- Pode alguém comprar o sol?

- As estrelas, a lua e os planetas possuem donos também?

- Usucapião, ocupação, invasão e parcelamento de solo desses astros do sistema solar já são possíveis?
- O que leva as pessoas a comprarem e darem de presentes estrelas?

Para cada uma dessas perguntas há pelo menos uma resposta. Teoricamente alguém pode comprar o sol que nos ilumina, mas na prática isso não tem valor legal algum. O sol pertence ao universo.
As pessoas muitas vezes colocam o nome numa estrela e oferecem de presente ao seu ser amado! Algo fofo, meigo, carinhoso! É uma forma de amor! É um gesto legal, mas será que se consegue ver o presente todas as noites ao olhar pro céu? É mais uma recordação para guardar no coração e saber que no infinito cosmos está uma estrela com seu nome (e que um dia pode desaparecer)! É um ato simbólico.
Mas excentricidades a parte, é um gesto romântico!

É isso!

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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A Diversidade de Porto Alegre

Ontem tivemos mais uma edição da Parada de Livre em Porto Alegre. Há 14 anos a capital dos gaúchos demonstra que é uma cidade livre de preconceitos. A atividade, que não tem data fixa no calendário da cidade é um convite a reflexão da sociedade.

E eu, bem mequetrefe que sou fico pensando:
- Por que não se consegue fixar uma data pra acontecer o evento?
- Em alguns anos já houve duas paradas. Os ânimos entre os organizadores serenaram?
- Por que tem pouca divulgação?
Essas questões estão por trás dos bastidores e que muitas vezes emperram as atividades e o real objetivo. É fundamental divulgar a Parada, mas não somente nos meio GLBT. O preconceito se forma nos porões do pensamento e pra acabar com a discriminação é necessário abrir as portas, literalmente sair do armário e mostrar que todos são iguais!
Acredito também que a data fixa facilita a organização e o agendamento da população.
Mas mesmo assim, houve uma participação, segundo a organização mais de 50 mil pessoas. Shows, música, performances, corpos em evidência, fantasias, balões e alegria comandaram a festa, que mesmo com chuva não desanimou os participantes.
As ameaças que o pessoal da ONG Igualdade vieram sofrendo, fez aumentar o policiamento. Tudo transcorreu bem, sem nenhum incidente. A massa desfilou atrás de cada caminhão de som, tomando as ruas ao redor do Parque da Redenção! Porto Alegre mostra mais uma vez que deve ser livre de preconceitos e convive com todos, harmonicamente!
Fica uma última questão, que sempre paira em todas as paradas:
Será que quem vai ao evento sabe seu real motivo de acontecer?

Pensemos...
...é isso!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

a busca tá chegando ao fim!

Meus caros, essa semana foi dificil encontrar as "mimosas" em POA!
Mas achei algumas no novo caminho, mas a maior parte tiramos fotos ali no Bourbon Country mesmo!
Faltam algumas, devem estar se aprontando pro leilão, hehe
Vaca 58 - Space Invaders - Praça André Foster, entre Lucas de Oliveira e Neuza Brizola - Joelson Bugila


Vaca 59 - Arbívora - Parcão - Carlota Keffel Garcia (Loti)


Agora, até o final todas no Bourbon Country:
Vaca 60 - Cowstelação - Letícia Poyastro e Diego Moura


Vaca 61 - Vaca Integral - Igor Escalante Casenote


Vaca 62 - Váxi - Maria Betânia Chaves


Vaca 63 - Vaca Farroupilha - MTG - Guaraci Feijó


Vaca 64- Liberdade Sobre o Céu Azul - Felipe Richter (Fuzzy)


Vaca 65 - Cowó(p)tica - Lucas Dalla Costa


Vaca 66 - Super Pop - Renata Rubim


Vaca 67 - Andeja - Antônio Albino Maciel


Vaca 68 - Cowlorada - Rodrigo Oliveira


Vaca 69 - Tricowlor - Chico Baldini


Vaca 70 - Guaibeira - Estudio Cores


Vaca 71 - Ilusão Cowótica - Elisa Fernandes de Sá


Vaca 72 - Iron Cow - Pablo Etchepare


Vaca 73 - Scowvarovski - Juliana Bassani


Vaca 74 - Vaca Gaudéria - Amilton Peres Ferrão


Vaca 75 - Vaca Ametista - Ana Norogrando


Vaca 76 - Narcisa - Zetti Neuhaus


Vaca 77 - Vacas Enfileiradas - Renato Maurina Rôa


Vaca 78 - Vaca Oásis - Camila Schenkel


É isso, falta pouco agora!!!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A multiplicação do Papai Noel

Você já viu como há, de um dia pra outro, a multiplicação do velhinho do Natal?
Pois então, já ferve em vitrines e shoppings as decorações natalinas. Todas carregadas de pinheiros, bolinhas, correntes, luzes, pacotes de presentes e claro um trono pro papai sentar e receber as crianças.
E como num passe de mágica, cada shopping tem ao mesmo tempo um “Bom Velhote” ali sentado, de roupa vermelha, gorro, botas e cinto (nesse calor tropical)! Além disso, todos deixam a barba e os cabelos brancos ou grisalhos crescerem. Os que não possuem uma vasta barbicha colocam uma fake mesmo, afinal é natal, tudo meio surreal mesmo! Ou vai dizer que trenó, renas e duendes não são surreais?
O exército Noel sai das decorações e ganham às ruas. É freqüente você ver dirigindo caminhões, ônibus, táxis e até metrôs. Há os que ajudam na limpeza urbana como garis, o Papai Noel camelô, garçom e frentista de posto de combustível. Nessa época, todo mundo quer se fantasiar para espalhar a alegria natalina, para levar felicidade e aumentar os sorrisos das pessoas. Há desfiles alegóricos, corrida de Papai Noel. Não podemos esquecer que o apelo comercial e consumista é forte também, muitos estão ali por necessidade (é um trabalho como outro) e para aumentar a venda das lojas.
Tem anuncio em site de emprego: ”Papai Noel - Tipo físico forte/Diária/empresa oferece treinamento/Ensino fundamental completo/Pode ser 1º emprego/Não exige experiência /Trabalhar em loja ou shopping/10 Vagas” – SINE Bahia
Mas prefiro ficar com a primeira idéia: que o espírito de Natal ainda é maior!
Agora, pruma criança que ainda acredita no Papai Noel é complicado você explicar como tem um deles em cada local. Ou por que um Noel é mais velho que o outro? um mais moreno que o outro, um ter barba postiça e outro não e por aí vai.
A saia justa está formada, principalmente porque, enquanto uma criança acredita no Papai Noel, ninguém tem o direito de tirar isso dela! Ninguém!
Curta o Natal com todos os Papais Noéis que existem por aí!

É isso!

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http://clubedecorridaabodytech.blogspot.com/2009/02/corrida-maluca.html